Tomás de Aquino

Dê-me Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.

 

São Tomás de Aquino

sutras aquarianos

1. Recognize the other person is you
2. There is a way through every block
3. If the pressure is on, start and the pressure will be off
4. Understand through compassion or you will misunderstand the times.
5. Resonate the cosmos and the cosmos will clear the path

duros

Quando somos criança e começamos a despertar para uma consciência dos próprios sentimentos, imaginamos com muita confiança que, na medida em que envelhecermos, conquistaremos maturidade e alguma sabedoria. Neste
pensamento também está incluído a crença de que quando nos tornamos adultos nossos sentimentos serão melhor resolvidos. Eles, os sentimentos
incompreendidos, serão melhor alocados, dissolvidos, transmutados em outra
coisa – talvez até em serenidade.

A verdade é que muitas vezes envelhecemos e não ganhamos nada. Aquelas
emoções que tomavam conta de nós, que nos possuíam e não podíamos nada contra elas, enfim, elas continuam nos habitando. Podemos pouco diante delas. Elas continuam aí, ao menor olhar a um instante do passado.

A verdade é que envelhecemos e nos tornamos mais duros. A dor nos
acompanha. A incompreensão mais íntima do que somos e do que fomos, ela
martela nosso mais secreto sonho, nossa mais despretensiosa respiração.
A memória nos invade em momentos de descuido e não podemos nada contra ela.  Seu efeito é o sentimento de uma certa coação. Ficar refém daquilo que não
engolimos, não digerimos e nem mesmo sabemos os meios de fazê-lo. Trazendo
consigo aquilo que não terminamos de amar, aquilo que não se resolveu em
nosso mais presente sentimento, a memória nos força a sentirmos como seus cativos.

A infância, esse emaranhado de amor, de solidão, de conforto e de sem-lugar.
Somos adultos perdidos em uma atmosfera inebriante e confusa do passado: de
desejo de retorno, de resolução, de desenlace.

Ansiamos a dissolução do engasgo. Ansiamos compreender tanta vontade de
retorno e conforto idealizado – e, nesse movimento, voltamos sempre às
mesmas trilhas difusas do que fomos, do que protagonizamos e ainda não.

Ainda não envelhecemos o bastante para saber lidar com essa vida adulta e
seu excesso de responsabilidades. Seu excesso de si mesmo. Ainda não
tivemos tempo suficiente para parar de desejar reaver aquela atmosfera de
amor, proteção e sentido pleno.

Ainda não envelhecemos o bastante para parar a saudade. Ainda não passou o tempo suficiente para que eu esquecesse o amor de minha avó, para compreender a falta que me faz a casa de meus pais, a falta que me faz a inocência da criança que ama tudo e que, mesmo sentindo tão só e incompreendida, ainda acredita no amor dos seus, que ainda espera.

Tenho esperança de um dia parar de desejar tudo isso.

tolos

“É muito melhor ser repreendido pelos sábios do que ser adulado pelos tolos”

Swami Vivekananda

modestia

“Para saber se um homem é realmente sábio, generoso e nobre, devemos observar se a sua vida está moldada pela humildade, modéstia e submissão. Se assim for, suas virtudes são genuínas; caso contrário, são apenas superficiais e não são verdadeiras”
São Francisco de Sales

“Mesmo uma fé infinitésima é melhor do que todo o esplendor do mundo sem nenhuma fé. Aquele que não possui fé perde seu ponto de contato com a Divindade”

Swami Paramananda

soltar

“Onde está o limite de uma pessoa? Como você pode ser limitado? Uma pessoa é limitada de acordo com seu apego. Não importa o que você tem ou o que você não tem; só importa quão facilmente você pode soltar.” Yogi Bhajan

infinito

“Qualquer religião que siga, essa crença, tradição e prática tem por objetivo guiar você para experimentar a sua verdadeira origem que é o Infinito. Ela deveria livrá-lo do seu automenosprezo e limitação. Deveria inspirá-lo para sua total capacidade humana.”

Yogi Bhajan

experiência estética

O céu azul claro da manhã contrastava com o rubro de seus cabelos e a brancura de toda sua pele – imaculada. Ela nada pensava. Apenas se imaginava num quadro, num enquadramento. Um instante, de súbito, em suspensão, e nada a mais.

Sentia o frescor do vento roçar-lhe a face e atravessar por entre as pernas, brincando com o movimento de sua saia.

E então pensou: é hora de voar. E pulou – no afã de libertar-se da carne e tornar-se una com o vento, as cores, e talvez até, com o estado de graça que experimentava.

A vida em espera

Diz que me ama. À noite, quando deita-se ao meu lado, olha no fundo dos meus olhos, me beija doce e diz que me ama.
Ela não está bem.
Talvez sejamos nós que não estamos bem. Não a relação. Somos eu e ela.
A vida em espera, a necessidade de manter-se firme e calmo. Um estado de latência interna, desejoso de expandir – ou talvez até explodir. Mas a parcimônia dos passos universais torna nossa calma excessivamente lânguida. Às vezes, produz a sensação de letargia – apesar de nos movermos constantemente.
Há uma força lá fora que não reage – ou que age lentamente. Aqui dentro, entre estas quatro paredes, seguramos a mudez recíproca. Falta de coragem de enunciar a dúvida, a dor, à beira do precipício do desespero, da falta de crença.
Não agora. Precisamos sustentar a mudez. A dor é indizivel, e se exprimível, é incomensurável. Dizer parece aumentar a ferida.
Às vezes é preciso fingir que nada está acontecendo e prosseguir. Acordar com bom humor, espanar o desassossego e sair, ver as gentes lá fora com todos os seus afazeres.
Precisamos uma da outra, mas ainda não sabemos como, não testamos como.
A parcimônia do movimento exterior a nós nos exige a entrega. Contudo, suspendemos.
Há um choro sufocado. E na frente dele uma mão que desliza em busca de afeto e distração sensual.
Nos amamos. Somos jovens. E ainda não sabemos compartilhar nossas mais profundas inquietudes, nossa mais grave solidão. E nesta paisagem, até mesmo o gato sustenta sua solidão intratável. Ele também perdeu sua costumeira paciência.
Disse-lhe que a amo com tudo o que sou – que sinto o amor em sua pele, em seu toque, no olhar.
Ela me beijou e foi se deitar.

Mestre

“If you want to learn something, read about it. If you want to understand something, write about it. If you want to master something, teach it.”

Yogi Bhajan

Bhajan

“We are on this planet to love each other, to serve each other, and to uplift each other. We have come on this Earth to give, not to take. Don’t take pride in taking. Give and you will be given virtues. And that will give you God.”
– Yogi Bhajan, Calendar 21/02/07

Arte e vida

Um evento sem título em 1952, Cage comentou “No Zen-Budismo nada é bom ou mau. Ou feio ou belo… A arte não deve ser diferente da vida, mas uma ação dentro da vida. Como tudo na vida, com seus acidentes e acasos e diversidades e desordem e belezas não mais que fugazes”.

prova de amor

“Passar um tempo, todos os dias, sozinho consigo mesmo é um ato radical de amor.”

Jon Kabat-Zinn

beleza

“A vida desdobra sua beleza e riqueza segundo o desvelar ou o expandir da consciência.”

Paramahansa Yogananda

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