O céu azul claro da manhã contrastava com o rubro de seus cabelos e a brancura de toda sua pele – imaculada. Ela nada pensava. Apenas se imaginava num quadro, num enquadramento. Um instante, de súbito, em suspensão, e nada a mais.
Sentia o frescor do vento roçar-lhe a face e atravessar por entre as pernas, brincando com o movimento de sua saia.
E então pensou: é hora de voar. E pulou – no afã de libertar-se da carne e tornar-se una com o vento, as cores, e talvez até, com o estado de graça que experimentava.