Dukh Par Har Sukh Ghar Le Jaae
Guru Nanak

“Give your pain to the Har, the God, and take home peace.” — Yogi Bhajan loose translation. “Just chant ‘Dukh Par Har Sukh Ghar Le Jaae’ and you start feeling like you are foolish to be angry.” – Yogi Bhajan
Guru Nanak

“Give your pain to the Har, the God, and take home peace.” — Yogi Bhajan loose translation. “Just chant ‘Dukh Par Har Sukh Ghar Le Jaae’ and you start feeling like you are foolish to be angry.” – Yogi Bhajan
“Todo homem, para viver, precisa de fantasmas estéticos. Eu os segui, procurei, persegui. Passei por muitas angústias, às vezes por infernos. Conheci o medo e a solidão terrível, os falsos amigos que são os tranquilizantes e os estimulantes. A prisão da depressão e das casas de saúde. De tudo isso, um dia eu saí maravilhado, mas desiludido. Marcel Proust me ensinou que ‘a magnífica e lamentável família dos nervosos é o sal da terra’. Sem sabê-lo, eu fiz parte dessa família. É a minha. Eu não escolhi essa linha fatal, contudo é graças a ela que eu me elevei ao céu da criação, que eu me aproximei dos fabricantes do fogo, dos quais fala Rimbaud, que eu me achei, que eu compreendi que o encontro mais importante da minha vida deveria ser comigo mesmo”.
Yves Saint Laurent, parte do discurso de despedida.
“Também a experiência, e não a verdade, é o que dá sentido à educação. Educamos para transformar o que sabemos, não para transmitir o já sabido. Se alguma coisa nos anima a educar é a possibilidade de que esse ato de educação, essa experiência em gestos, nos permita liberar-nos de certas verdades, de modo a deixarmos de ser o que somos, para ser outra coisa para além do que vimos sendo”
_ Jorge Bondía Larrosa
Um dia, sentada na biblioteca da Puc-Minas após sair da aula do minicurso “Reflexões sobre o espectador”, pensei: “esses meninos são muito cabeça dura”. Naquele momento, havia pensado sobre uma certa resistência deles em se deixar levar, em abrir-se ao inesperado, ao novo, ainda que imprevisto e alheio às mais ambiciosas expectativas. Mas, em seguida, dei razão a eles. “Estão certos! É preciso ser um pouco cabeça dura, ter essa obstinação com o fazer jornalístico que a profissão nos exige”.
Há mais de dez anos, eu, sentada nessas cadeiras, pensava que o curso estava me formando mais para a vida do que para o exercício da profissão. Acreditava, assim como meus colegas, que víamos muito pouco da realidade da redação durante os quatro anos de curso. Talvez eu e meus colegas tenhamos sido bastante cabeças dura. Não entendemos que a formação para a vida deveria ser mais importante do que conhecer um pouco da realidade jornalística da qual poucos fugiriam. Aqueles quatro anos talvez tenham existido não para nos apresentar (muito prazer!) às redação, mas, sobretudo, para encararmos nossas inumeráveis fontes com outro olhar – quem sabe até mais humano.
Uma frase de David Bowie sempre se repete em minha mente, embora um pouco distorcida: “we can be humans / just for one day”. Talvez aqueles quatro anos, cercados de angústia, opondo-nos sempre teoria e prática, tenham existido para que eu, ou melhor, nós não desistíssemos tão facilmente da lida jornalística, e que, sobretudo, estivéssemos aptos a fazer diferente. Pois, mais do mesmo qualquer um pode oferecer. Toda vez que entro em sala de aula e saio esgotada, me pego pensando sobre qual é mesmo a função da educação, qual é mesmo a função de um curso de graduação.
Lembro-me que, no final da década de 1960, uma revolução acadêmica aconteceu na Europa propondo uma formação mais profissionalizante e menos humanista. Menos teoria – filosófica, sociológica, histórica, artística, política, enfim – e mais “mão na massa”. Lembro-me também de um texto de Hannah Arendt, de 1950, sobre a crise na educação, no qual ela dissertava sobre a pobreza de princípios e valores que havia se tornado a educação.
Talvez nós – alunos e professores – tenhamos que ser mais cabeça dura mesmo! Fincar o pé sobre questões que não podem ser abandonadas em sala de aula. Aprender a técnica qualquer curso profissionalizante pode oferecer. Mas felizmente, ser jornalista vai muito além de apertar alguns parafusos, algumas teclas e comandos. Talvez esses parafusos que ajustamos na prática sejam menos literais e, sobretudo, mais metafóricos, mais humanos, mais ferida exposta – a minha, a sua, a do outro, a de toda a gente.
E o que isto tudo tem a ver com a arte, tema deste minicurso? Num link simples e talvez bastante piegas: a despeito de toda cultura de massas, a despeito da automatização do trabalho e da indústria do entretenimento exercendo uma força colossal para reificar nossas percepções, há sempre um universo artístico – dentro ou fora de nós – pronto para nos tornar mais humano.
Ao fim dessas dez semanas, percebi que é preciso atribuir valor – espiritual, afetivo – às experiências de cada um e, a partir delas, iluminar algumas questões do nosso tempo. Uma frase do filósofo alemão Walter Benjamin diz: “tudo se passa de tal forma para que nada nos passe”. O professor pode, algumas vezes, ter a ilusão de que, no que tange ao âmbito artístico, as coisas estão organizadas de tal forma que, nós sabemos detalhes da obra – ano de produção, nome do artista, materiais e estilos envolvidos –, mas não fazemos ideia do tipo de experiência que ela é capaz de nos provocar.
O belo e o espanto, estejam onde estiverem – na arte contemporânea, num filme ou numa paisagem bucólica – têm a força de brotar nas horas mais desavisadas. E talvez seja isso o que dá valor (obviamente, não monetário) a nossas experiências. E a beleza assim como a arte existem para nos tornar mais humanos.
We can be humans!
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* Texto escrito em novembro de 2011, a respeito de um minicurso sobre arte contemporânea e experiência estética lecionada para alunos do segundo período de Jornalismo da Faculdade de Comunicação e Artes da Puc-Minas.
Quando você se casa com o vento, nada nem ninguém te segura. É a fé no vôo que te sustenta
It doesn’t take much to bring God down to us. Actually God is in us. Simply sometimes we can just concentrate and become that. It’s called a turning point. People have lied to you for three thousand years and they have kept God away from you. God always is, was and shall be in you. Without that you would not live. That’s your love. Instead of that love, you create duality and love everything else. You have never loved your soul, you have never talked to it, you have never been with it.
Yogi Bhajan – The Master’s Touch
“Não doer é, na verdade, não sentir. É limitar-se a repetir não um destino, mas uma mentira”
João Castello, “a dor pulsante de valter hugo mãe”, o globo, 14/04/2012